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Como preparar a pele para o verão: guia dermatológico completo

Chapéu de palha em uma cadeira de praia, lembrando a importância da proteção solar no verão

Com a chegada da primavera, os dias ficam mais longos e a radiação ultravioleta aumenta. Em São Paulo, o índice ultravioleta sobe bastante já nesta estação e, em dias de céu limpo, chega a níveis considerados altos ou muito altos, bem antes das férias de verão.

Cuidar da pele para o verão é um trabalho de algumas semanas, feito com constância, e não de medidas de última hora. Este guia reúne os pontos que costumam ser revistos na consulta dermatológica nesta época do ano.

Por que o preparo começa na primavera

Dois tipos de radiação ultravioleta chegam à pele:

  • UVB: responsável pela vermelhidão e pela queimadura solar. É mais intensa perto do meio-dia e nos meses mais quentes.
  • UVA: presente o ano todo e ao longo de todo o dia. Atravessa nuvens e vidros, penetra mais profundamente na pele e está associada ao envelhecimento precoce e às manchas.

Os dois tipos estão relacionados ao câncer de pele. Além deles, a luz visível também influencia o surgimento e a piora de manchas, principalmente em quem tem melasma.

Rever a rotina antes do pico do verão dá tempo para a pele se adaptar a produtos novos e para ajustar tratamentos que aumentam a sensibilidade ao sol.

Fotoproteção: a base do cuidado

Como escolher o protetor solar

  • FPS 30 ou mais, como recomenda a Sociedade Brasileira de Dermatologia para o dia a dia.
  • Proteção UVA: o FPS mede principalmente a proteção contra o UVB. Procure na embalagem a indicação de proteção UVA.
  • Textura adequada ao seu tipo de pele: fluidos e géis para pele oleosa ou com tendência à acne; cremes para pele seca.
  • Protetor com cor: os pigmentos ajudam a proteger contra a luz visível e costumam ser indicados para quem tem melasma ou manchas.

Quantidade e reaplicação

Boa parte das pessoas usa menos protetor do que o necessário, o que reduz a proteção real. Uma referência prática é uma colher de chá de produto para o rosto, a cabeça e o pescoço.

O protetor deve ser reaplicado a cada duas horas de exposição e sempre após entrar na água ou suar bastante. Maquiagem com FPS ajuda, mas raramente é aplicada em quantidade suficiente para substituir o protetor.

Proteção além do filtro

  • chapéu de aba larga e óculos de sol com proteção UV;
  • roupas com proteção UV, principalmente em atividades ao ar livre;
  • procurar a sombra e evitar a exposição direta entre 10h e 16h.

Ajustes na rotina de cuidados

Limpeza

Com o calor, a produção de oleosidade e de suor aumenta. A limpeza deve ser suave, duas vezes ao dia, sem exageros: lavar o rosto demais pode irritar a pele e até estimular a oleosidade.

Hidratação

A pele continua precisando de hidratação no verão. O que muda é a textura: produtos mais leves, como géis e fluidos, costumam ser mais confortáveis. Em muitos casos, o próprio protetor solar com ação hidratante já cumpre parte dessa função.

Antioxidantes

Ativos antioxidantes, como a vitamina C, ajudam a neutralizar parte dos radicais livres formados pela exposição solar. Eles complementam o protetor, sem substituí-lo.

Ácidos e retinoides

Alguns ativos usados para acne, manchas e envelhecimento aumentam a sensibilidade da pele ao sol. Isso não significa que precisem ser suspensos no verão, mas o uso costuma ser revisto: horário, concentração e frequência. Esse ajuste deve ser feito com orientação dermatológica.

Melasma e manchas: atenção redobrada

O melasma é uma condição crônica em que surgem manchas acastanhadas, principalmente no rosto. Sol, calor e luz visível podem piorar o quadro, e por isso a primavera e o verão pedem mais cuidado. Protetor com cor, reaplicação disciplinada e acompanhamento regular fazem parte do manejo. Como o melasma tende a voltar, o cuidado é contínuo, e não apenas sazonal.

Procedimentos: como planejar o calendário

Alguns procedimentos deixam a pele mais sensível por dias ou semanas, e o planejamento leva em conta a exposição solar prevista. Viagem de férias, praia e piscina são informações importantes para levar à consulta. Em muitos casos é possível manter o tratamento com cuidados adicionais; em outros, a recomendação é aguardar. O calendário se define em consulta, de acordo com cada tratamento e com cada pele.

Pintas e sinais: um bom momento para a revisão

Esta época também é uma boa oportunidade para observar a pele como um todo. Pintas que mudaram de tamanho, cor ou formato, lesões que coçam ou sangram e feridas que não cicatrizam merecem avaliação. O exame dermatológico com dermatoscopia permite analisar essas lesões com mais detalhe. Explicamos como funciona esse exame no texto sobre a consulta dermatológica anual.

Crianças e bebês

Bebês com menos de seis meses não devem ficar expostos diretamente ao sol, e o uso de protetor nessa faixa etária deve seguir a orientação do pediatra. Para crianças maiores, valem o protetor adequado à idade, as roupas, o chapéu e os horários de menor radiação.

Cada pele pede um plano

Cada pele reage de um jeito ao sol, e a rotina adequada para uma pessoa pode não servir para outra. Se você está em São Paulo e quer revisar os seus cuidados para a estação, a consulta com uma dermatologista em Perdizes, na zona oeste da cidade, é o espaço para ajustar protetor, ativos e tratamentos à sua realidade. A Clínica Dra. Renata Mitelman fica na Rua Lincoln Albuquerque, e o agendamento pode ser feito pelos canais de contato do site.

Perguntas frequentes

Preciso usar protetor solar em dias nublados?

Sim. A radiação UVA atravessa as nuvens, e parte da UVB também.

Quem tem pele oleosa precisa de protetor solar?

Sim. Existem fórmulas de toque seco e sem óleo, próprias para esse tipo de pele.

O protetor solar atrapalha a produção de vitamina D?

No uso do dia a dia, o protetor não costuma levar à deficiência de vitamina D. Quando há dúvida, a avaliação é feita pelo médico, com exame de sangue.

Posso usar o protetor do verão passado?

Confira a validade e o aspecto do produto. Protetor vencido ou guardado em lugar quente pode perder a eficácia.




Dra. Renata Mitelman · Dermatologista · CRM-SP 83687 · RQE 30804
Responsável técnica pela Clínica Dra. Renata Mitelman · Rua Lincoln Albuquerque, 259, conjuntos 115 e 116, Perdizes, São Paulo (SP)

Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica. A indicação de qualquer tratamento se define em consulta, com avaliação individual.

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